Fake News: você sabe o que está compartilhando?


O advento das redes sociais trouxe inúmeros avanços na comunicação entre as pessoas. Contudo, as chamadas fake news ou informações falsas têm tomado conta da web e os usuários não se dão conta da importância de buscarem a verdade antes de espalharem as informações como se estas não afetassem diretamente a vida de pessoas.

São inúmeros os casos em que pessoas que nada têm a ver com certas situações, principalmente criminosas, acabam se tornando alvos de ataques que, não raras vezes, terminam em morte pelo fato de terem sido confundidas com criminosos e terem as suas imagens espalhadas nas redes e mídias sociais.

Há casos, ainda, em que as notícias são freneticamente repassadas e recepcionadas como verdades absolutas pelos usuários do Facebook, WhatsApp, Instagram, Twitter, etc. Tais notícias já causaram diversos problemas a homens e mulheres, levando-os até mesmo a perderem empregos, casamentos, e, em casos mais extremos, a vida. Pior ainda é quando sites, blogs e outros meios de comunicação, na ânsia de darem “um furo”, passam informações inverídicas à população, uma vez que essas fontes de informação deveriam primar pela verdade ou, ao menos, pela busca incessante dela.

As fake news podem fazer com que os propagadores das notícias respondam por crimes contra a honra, isto é, calúnia (quando se atribui a um terceiro um crime que ele não cometeu), difamação (é atribuído um fato que acarreta a perda de prestígio perante a opinião pública) e injúria, que têm consequências penais. Imagine o que acontece com o psicológico das pessoas que são falsamente acusadas de um crime. Já imaginou como se sente alguém vítima de boatos maldosos sobre sua vida? Imagine que espalhem por aí a informação de que você traiu seu cônjuge ou que você cometeu algum crime.

As fake news são criadas com base no sensacionalismo, por isso, cuidado com palavras ou frases que despertam emoções ou mexam com as suas crenças, pois são estratégias para atingir um maior potencial de divulgação e compartilhamento nas redes sociais. Observe se uma manchete, foto ou vídeo comove você, ou que fale diretamente aquilo que você acredita.

Cheque a fonte, não julgue. Deixe que os órgãos competentes tomem as providências, muitos inocentes já morreram pelo falso clamor de justiça.
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