Travesti que participou da morte dos motoristas por aplicativo prendeu e espancou as vítimas

Foto: Kelly Hosana/ SSP
Benjamin Franco da Silva, conhecido como Amanda, foi o travesti que participou da morte dos motoristas por aplicativo em Santo Inácio em 13 de dezembro. Ele foi apresentado à imprensa nesta sexta-feira (27) e já tinha outras cinco passagens, por receptação de veículos roubado, tráfico de drogas duas por porte de arma e outra por tráfico de drogas.
O delegado Odair Carneiro, da Delegacia de Homicídios Múltiplos, contou que Benjamin narrou detalhes do crime, que havia iniciado no dia anterior, com o roubo de celulares na estação Pirajá. Ainda segundo Carneiro, a intenção dos criminosos era de roubar os pertences dos motoristas, mas tudo mudou quando duas vítimas reagiram.
“Obrigaram a vítima a desbloquear o celular e chamaram os motoristas. Eles eram capturados e levados para o cativeiro”, afirmou o delegado. “Ele afirmou que o intuito era roubar os veículos, celulares e outros pertences das vítimas. Mas duas fugiram e mudaram os planos dos criminosos”, completou.
Das duas vitimas, uma conseguiu escapar pelo matagal. Outra foi recapturada e executada com golpes de facão e tiros de armas de fogo. Além de Benjamin, outros quatro participaram do crime, sendo um adolescente. Jeferson Palmeira Soares Santos, o ‘Jel’ e o menor de inciais E.S.D. foram encontrados mortos. Antônio Carlos Santos de Carvalho e Marcos Moura de Jesus morreram em confronto com a polícia.
Odair afirmou que Benjamin (Amanda) não chegou a matar nenhum dos motoristas, mas teve importante participação no crime: “Espancou uma das vítimas, chamou a primeira, foi buscar a segunda, tomou conta das vitimas no cativeiro, presenciou as execuções. O mais violento é o Jel, lider do tráfico, e o adolescente que realizou o famoso tiro de misericórdia”, afirmou o delegado.
Na chacina, foram mortos Alison Silva Damacena dos Santos, de 27 anos, Sávio da Silva Dias, 23, Daniel Santos da Silva, 31, e Genivaldo da Silva Félix, de 48.

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