Há tempo de falar e tempo de estar calado (Eclesiastes 3:7)

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A palavra possui um poder grandioso no processo de comunicação humana. Por meio dela, construímos pontes entre as pessoas, abençoamos, levamos amor e paz aos corações oprimidos, criamos relacionamentos que perdurarão por toda a eternidade. Através dela curamos almas aflitas, trazemos felicidade e contribuímos para a paz no mundo.

Quando são utilizadas para o bem, salvam vidas, quando mal utilizadas, podem levar morte e destruição. Por isso, que nos esforcemos para que saiam da nossa boca palavras de salvação, de edificação, de amor ao próximo. Falar sobre o que não tem certeza, fazer fofoca, condenar... não é atitude de cristão, mas o que mais tenho visto são “cristãos” julgarem e condenarem pessoas que nem sequer tiveram a chance de se defender. Condenam porque condenar é mais fácil do que tentar buscar a verdade. Buscar a verdade é sair da zona de conforto, requer esforço, requer ter um coração aberto e puro. Saber a verdade exige, racionalidade, empatia, compaixão, amor e misericórdia, coisas que a grande maioria dos que se dizem cristãos não têm. Logo, fazem o que é mais fácil: julgam e condenam. Mas esquecem que a bíblia que eles dizem seguir atesta que “com o mesmo juízo com que julgarem, serão também julgados” (Mateus 7:2).

Tenho visto muitos “cristãos” oportunistas, cheios de ódio no coração, levando e disseminando esse ódio por onde passam. Vejo com tristeza esse mundo “cristão”, pois não sabem a essência da palavra pela qual querem tanto ser chamados. Foi se referindo a esse tipo de pessoa que o Senhor disse: “Este povo me honra com os lábios, mas seu coração está longe de mim” (Mateus 15:8).

Farei um breve lembrete, mas tão profundo que ecoa em minha mente quando penso em minhas próprias ações: “SÓ OS MISERICORDIOSOS ALCANÇARÃO MISERICÓRDIA” (Mateus 5:7).

Por Aline Maria da C. de Jesus
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