Bolsonaro diz que pente-fino no auxílio emergencial deve levar dez dias

Foto: Reprodução/Google

O presidente Jair Bolsonaro disse que o governo deve levar mais dez dias para processar todos os cadastros para recebimento do auxílio emergencial. Em live transmitida em sua página no Facebook ontem (23), Bolsonaro esteve ao lado do presidente da Caixa Econômica Federal, Pedro Guimarães.
"Esse pente fino que está sendo feito, mais uns dez dias deve chegar a um ponto final. Antes de completar os 30 dias do recebimento da primeira parcela vai começar a pagar a segunda", prometeu o presidente da República. Segundo Bolsonaro, mais de 33 milhões de pessoas já receberam o auxílio emergencial e 45 milhões fizeram cadastro, número maior do que o que o governo esperava inicialmente.
Já Pedro Guimarães garantiu que o governo vai respeitar a lei para fazer os pagamentos, sem que incorra no risco de cometer uma "pedalada fiscal" para pagar o benefício. "Não há a menor possibilidade deste governo realizar um pagamento sem que tenha dinheiro e esteja no orçamento. Existe dinheiro para a primeira parcela, na verdade pra todas, mas como tivemos um número muito maior de pessoas cadastradas do que qualquer um imaginava, vai ter que aumentar o valor do orçamento", explicou o presidente da Caixa.
Moro
Até o encerramento da sua transmissão de vídeo semanal no Facebook, Bolsonaro não citou o ministro da Justiça, Sérgio Moro. O presidente apareceu na live ao lado do presidente da Caixa Econômica Federal, Pedro Guimarães, e falou somente sobre o pagamento do auxílio emergencial e dos impactos na atividade econômica causados pela pandemia da covid-19.
A ameaça de demissão de Moro movimentou o noticiário durante a tarde. O ministro teria ameaçado deixar o cargo depois de o presidente Bolsonaro manifestar intenção de trocar o comando da Polícia Federal (PF). No Twitter, o nome de Moro ainda está entre os assuntos mais comentados e  acumulou mais de 430 mil menções na quinta-feira.
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