Bolsonaro avalia enviar ao Congresso projeto para flexibilizar isolamento social; no Reino Unido, quarentena é prorrogada por mais três semanas

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O presidente Jair Bolsonaro pretende enviar ao Congresso um projeto de lei que visa flexibilizar o isolamento social durante a pandemia do novo coronavírus (Covid-19), que já matou quase 2 mil pessoas no país e infectou outras 30,9 mil.
O intuito do chefe do Palácio do Planalto é ampliar a lista de atividades consideradas essenciais durante o estado de emergência decretado por estados e municípios, viabilizando, por exemplo, a reabertura de lojas e restaurantes.
Segundo o presidente, pode ser considerada essencial toda atividade que permita “levar um prato de comida para a casa”.
“Talvez esse decreto eu transforme em projeto de lei e mande para o Congresso Nacional decidir. O que é uma atividade essencial? É você ter seu salario no final do mês. Agora, aqueles outros que não podem trabalhar, especialmente os mais humildes, como poderão levar um prato de comida pra casa?”, questionou.
Na quarta-feira (15), o STF (Supremo Tribunal Federal) decidiu por unanimidade que estados e municípios têm autonomia para determinar o isolamento social.
A decisão foi tomada após a edição de medida provisória que vinculou restrições à circulação de pessoas e mercadorias a orientações do governo federal.
Apesar do projeto que está sendo preparado, o presidente incita a população a realizar protestos contra as medidas de restrição.
“Quem vai convencer os governadores vai ser o povo, através de manifestações. No momento, houve um clima de pânico. E, com o tempo, a pessoa vai tomando consciência que o problema está aí, como várias outras doenças que existem. E nós temos que enfrentá-lo”, afirmou. As informações são da Folha de S.Paulo.
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O governo britânico estendeu a quarentena pelo menos por mais três semanas, anunciou o ministro de Relações Exteriores, Dominic Raab, que atua como premiê interino, determinando que a população fique em casa para impedir a propagação do novo coronavírus, que já matou mais de 138 mil pessoas no mundo.
“Chegamos longe demais, perdemos muitos entes queridos, já sacrificamos demais para aliviar agora, especialmente quando começamos a ver as evidências de que nossos esforços estão começando a dar frutos”, disse Raab à imprensa na quinta-feira (16).
Segundo informações da Agência Brasil, Raab está substituindo o primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, que se recupera das complicações do Covid-19 que quase lhe custaram a vida.
O Reino Unido tem o quinto maior número oficial de mortes em razão da doença o mundo, depois dos Estados Unidos, da tália, Espanha e França, embora os números britânicos cubram apenas as mortes em hospitais e o número real seja provavelmente muito maior.
O anúncio, que era amplamente esperado, significa que os britânicos devem ficar em casa, a menos que estejam comprando itens básicos ou por necessidades médicas. Os cidadãos podem se exercitar em público uma vez por dia e podem se deslocar para o trabalho se não puderem trabalhar em casa.
As medidas foram anunciadas no dia 23 de março por um período inicial de três semanas.
Uma pesquisa do YouGov, realizada antes do anúncio dessa quinta-feira, mostrou que 91% dos britânicos apoiam a extensão da quarentena por mais três semanas.
O número de mortes no Reino Unido decorrentes do coronavírus em hospitais aumentou de 861 para 13.729 em 15 de abril. Estatísticas mais amplas, que incluem mortes em casas de repouso, entre outras, sugerem que o total de mortes é muito maior.
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