'Já estamos no pico, temos que decidir quando vamos deixá-lo', diz Badaró sobre coronavírus

Foto : Matheus Simoni/Metropress

O médico infectologista Roberto Badaró afirmou que a Bahia já está no pico da contaminação por coronavírus no estado. Ele levou em conta o crescimento exponencial das infecções, que deixou de ser por dezenas e passou a ser de mais de mil casos por dia. Em entrevista a Mário Kertész hoje (15) na Rádio Metrópole, Badaró afirmou que só depende da população a definição de quanto tempo esse pico vai demorar a passar no estado.
"Já estamos nele. O aumento agora não é de dezenas de casos, é de milhares. Cabe a gente tomar a decisão para o tempo que vamos deixar esse pico. A proporção de pessoas contaminadas depende da exposição. Tem um ilustrativo chinês que mostram uma tinta fluorescente e simulam o mesmo tamanho do coronavírus e como ele se espalha em um restaurante. A tinta está no ar, as pessoas entram e é impressionante você ver. De 100 pessoas no restaurante, 99 saem com alguma contaminação", comentou.
"Embora não visíveis, os remédios já conhecidos são os mais eficazes. O jeito é lavar a mão, evitar aglomeração e fazer o isolamento. Não é uma medida empírica, ela tem eficácia", acrescentou o infectologista.
Badaró comentou ainda que a comparação com a Suécia, sugerida pelo presidente Jair Bolsonaro (Sem partido), não reflete uma boa estratégia na contenção do vírus. "Se olharmos a Suécia, de 30 mil casos, teve 4 mil mortes e só tem 10 milhões de pessoas. Fazendo uma aritmética simples, morreu mais gente lá do que qualquer lugar do mundo. A estratégia deles, por serem extremamente desenvolvidos, não foi boa. Eu não tinha olhado o dado da economia deles. Sair para trabalhar não resolveu o problema deles. Aqui tivemos dúvidas desse aspecto. Isso põe a gente um pouco insatisfeito sobre como as pessoas estão enfrentando o inevitável", afirmou o médico. 
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