COVID-19: Desafios para o Combate e Enfrentamento

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Coronavírus é uma família de vírus que causam infecções respiratórias, no caso da pandemia desse novo agente, foi descoberto em 31 de dezembro de 2019 em Wuhan na China. O vírus atual faz que os portadores deles tenham a doença chamada de coronavírus (COVID-19). Os primeiros coronavírus humanos foram destacados pela primeira vez em 1937, no entanto, foi em 1965 que o vírus foi descrito como coronavírus, em decorrência do perfil na microscópica, assemelhando-se a uma coroa.Doenças infecciosas emergentes não são fruto de paranoias, ocorrem e veem ocorrendo a milhares de anos, por exemplo temos: peste bubônica, cólera Eltor, gripe espanhola, AIDS.

Os processos de redução de infecção em todos os lugares do mundo, se dá pelo isolamento e quarentena da sociedade, higienização e medidas para pormenorizar as contaminações. No Brasil, foi adotado pelo Ministério da Saúde -MS (2020) as seguintes medidas: Vigilância, suporte laboratorial, Medidas de controle de infecção, Assistência, Assistência farmacêutica, Vigilância Sanitária - Medidas de saúde em pontos de entrada, Comunicação de risco e Gestão. E ambos estão pautados inicialmente na higienização das mãos com água e sabão e/ou álcool em gel 70%.

Como se verifica em outros países, é provável que os efeitos da pandemia sejam diferenciados entre as regiões do país. Nos locais mais afetados espera-se um rápido aumento na demanda por serviços de saúde, principalmente por leitos hospitalares em Unidades de Terapia Intensiva (UTI) para suporte ventilatório mecânico em quadros de síndrome respiratória aguda. Por essa razão, é essencial identificar regiões mais vulneráveis, otimizar o uso de serviços existentes e dimensionar recursos que serão necessários para fortalecer a capacidade de resposta do sistema de saúde em âmbito regional e local.

A prática do isolamento social tem causado muitas polêmicas no país, uma vez que algumas autoridades mostram-se céticas quanto à sua eficácia. O fato é que a maior parte dos tomadores de decisão optaram por incentivar essa medida, adotando estratégias de controle da mobilidade da população, como o fechamento de escolas e universidades, do comércio não essencial, e de áreas públicas de lazer etc. Como resultado, grande parte da população brasileira apoiou e aderiu ao movimento do isolamento social, com o objetivo de se prevenir da COVID-19 e de colaborar com a atenuação da curva de contágio no país.

Para pessoas que experienciam níveis de sofrimento mais severos relacionados à pandemia, intervenções psicológicas mais intensivas tendem a ser necessárias. Esses casos frequentemente incluem pessoas com suspeita ou diagnóstico confirmado e seus familiares, pessoas hospitalizadas ou que passaram pela experiência de hospitalização, pessoas que estão vivenciando o processo de terminalidade ou a morte de familiares, em particular aquelas que não puderam se despedir presencialmente ou acompanhar o falecido em razão da pandemia. As demandas psicológicas tendem a se modificar de acordo com a progressão da doença ou a ocorrência de fatos relacionados a ela, o que se alinha a intervenções psicológicas dinâmicas. Sempre que necessário, devem-se fazer encaminhamentos a outros profissionais ou serviços de saúde.

Referências:

Ministério da Saúde. (2020b). Portaria nº 639, de 31 de março de 2020. Dispõe sobre a Ação Estratégica “O Brasil Conta Comigo - Profissionais da Saúde”, voltada à capacitação e ao cadastramento de profissionais da área de saúde, para o enfrentamento à pandemia do coronavírus (COVID-19).

Ministério da Saúde (BR). Protocolo de manejo clínico do coronavírus (Covid-19) na Atenção Primária à Saúde [Internet]. Brasília: Ministério da Saúde; 2020.

Por: Ludmila Miranda Matos.



Ludmila Miranda Matos é Enfermeira da Atenção Básica, Pós-graduada em Gestão em Saúde Pública, Pós-graduada em Psicopedagogia Institucional, Clínica e Hospitalar.
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