Sarcasmo e Processo Político: Repensando sobre velhas condutas

Presidente Jair Bolsonaro / Foto: Reprodução

Sarcasmo designa um escárnio ou uma zombaria, intimamente ligado à ironia, com um intuito mordaz, quase cruel, muitas vezes ferindo a sensibilidade da pessoa que o recebe. A origem da palavra está ligada ao fato de muitas vezes mordermos os lábios quando alguém se dirige a nós com um sarcasmo mordaz.

Desde o período aristotélico, o sarcasmo e a ironia já eram registrados nos discursos. O filósofo Aristóteles usava esses artifícios de linguagem ao fingir não entender a ideia expressa pelo interlocutor, confrontando-o até que chegasse a uma contradição na fala.

A máquina pública, que deveria servir ao povo, é cooptada diariamente por interesses escusos, incompatíveis com o bem-estar da população. Os políticos brasileiros servem sobretudo aos seus financiadores, normalmente grandes empresas privadas, interessadas em expandir lucros .Sobra pouco tempo para os eleitores.

Parece que neste momento da história do Brasil, os nossos políticos perderam completamente seus parâmetros éticos. E a impunidade os ajuda no seu esforço de destruir e lançar ladeira abaixo as referências que fazem a vida humana tolerável e serena e geram orgulho no coração das novas gerações de pertencerem a determinado país.

As causas da corrupção são atribuídas aos níveis mais altos de monopolização do mercado e política, aos baixos níveis de democracia, a fraca participação civil e baixa transparência política, aos níveis mais elevados de burocracia e estruturas administrativas ineficientes, baixa liberdade de imprensa e baixa liberdade econômica.

O controle social torna-se imprescindível porque promove a participação do cidadão na gestão pública. O termo inclui fiscalização, monitoramento e controle das ações da Administração Pública que a população realiza.

É um importante mecanismo de fortalecimento da cidadania que contribui para aproximar a sociedade do Estado, surgindo a necessidade de os cidadãos acompanharem as ações dos governos e cobrarem uma boa gestão pública.

Assim, a reflexão de modo crítico e contextualizador é fundamental para a real análise da conjuntura política da atualidade.

Apenas o exercício diário dos princípios éticos e de cidadania, de maneira sistemática, resgata a nossa equidade e o bem comum na coletividade. Façamos a nossa parte! Para que o nosso país se torne uma nação, cada vez melhor!


Referência:

CHAUÍ, MARILENA. Convite à Filosofia.São Paulo: Átila,2000.

Por: Ludmila Miranda Matos.

Ludmila Miranda Matos é Enfermeira da Atenção Básica, Pós-graduada em Gestão em Saúde Pública, Pós-graduada em Psicopedagogia Institucional, Clínica e Hospitalar.
Tecnologia do Blogger.