Brasil chega a 200 mil mortos por Covid-19 após série de erros no combate à pandemia

Foto: Reprodução/Google

 Em menos de um ano do primeiro caso de Covid-19 confirmado no país, o Brasil atinge a marca de 200 mil mortes pela doença. A pandemia marcou famílias, devastadas pelas mortes.

O número foi atingido depois da confirmação, pelas Secretarias de Saúde de cada estado, mais 968 mortes, chegando a 200.011 óbitos. A triste marca foi alcançada cinco meses depois das 100 mil vítimas, que também levou outros cinco meses desde o início da pandemia.

Ao contrário do que seria imaginado cinco meses atrás, o Brasil voltou a ver os números crescerem. Nos meses anteriores, a esperança de alguma vacina estava no horizonte, bem como o desejo e a sensação de que o mundo, e sobretudo por aqui, os óbitos atingiriam patamares mais baixos.

Não foi o que aconteceu.

Depois de uma aparente queda - aparente, pois a menor média móvel registrada foram numerosas 319 vidas que se foram, em 11 de novembro de 2020 - os casos voltaram a subir, as internações chegaram ou ultrapassaram patamares vistos no pico anterior da doença e, ao mesmo tempo que vacinas são aplicadas ao redor do mundo, o Brasil vê a média móvel voltar aos mil mortos diários e sem um plano de vacinação eficiente à vista.

O Brasil é o segundo mais mais acometido pela pandemia de coronavírus, pelo número de mortes. Em número de casos, um nada honroso terceiro lugar, com 7.873.830 infecções.

Negacionismo que faz mais vítimas

Para epidemiologistas como Paulo Lotufo, professor da Faculdade de Medicina da USP, o número de óbitos poderia ser menor se todos seguissem as recomendações. "Há setores que negam a doença, que consideram que elas seriam praticamente imunes. Negam o uso de máscara, negam a restrição de ambientes fechados e, com isso, nós passamos a ter este último espalhamento e com argumentos muito importantes, que seriam perfeitamente evitáveis", diz.

A saída para frear o número de óbitos é a chegada da vacina. No entanto, de acordo com especialistas, mais de 75% da população deverá estar imunizada para surtir efeito, o que não vai acontecer de um dia para o outro. Até lá, o único caminho é continuar tomando todos os cuidados e na esperança de que não tenhamos mais que ler ou ouvir, com tanta frequência, a palavra "números".

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