Em conversa com apoiadores, Bolsonaro diz que excesso de professores atrapalha

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

 presidente Jair Bolsonaro (sem partido) afirmou nesta quinta-feira, 16, que há um excesso de professores e que isso "atrapalha". Segundo ele, o Estado foi inchado após um concurso feito pela ex-presidente Dilma Rousseff (PT) para a contratação de 100 mil docentes. "Não vou entrar em detalhes, mas o Estado foi muito inchado. Não estou dizendo que não precisa de professor, mas o excesso atrapalha", disse o presidente a apoiadores no Palácio da Alvorada, em Brasília.

Bolsonaro ainda afirmou que não existem mais "livros que os pais não gostariam que os filhos tomassem conhecimento na escola". Em seguida, antes de criticar seleção e o excesso de educadores, um dos apoiadores fez uma intervenção: "Tem muito comunismo na escola, tem muito comunista lá dentro", disse. 

Durante a sua campanha para a Presidência da República em 2018, uma das principais bandeiras de Bolsonaro foi a "Escola sem Partido", que defende uma educação apartidária, sem doutrinação e livre de ideologias supostamente estruturadas nas instituições públicas de ensino. O presidente também sempre foi crítico à educação sexual para jovens. 

Em 2019, Bolsonaro anunciou que reeditaria a “Caderneta de saúde da adolescente”, impressa pelo Ministério da Saúde para meninas de 10 a 19 anos, para retirar informações que considerou inadequadas ao público-alvo. Ele aconselhou pais a rasgarem páginas onde apareciam ilustrações que mostravam  a genitália feminina e ensinava como usar camisinha.

Mesmo com o andamento da CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) da Covid no Senado, que apura irregularidades na compra de vacinas, e do avanço nas investigações da Justiça sobre seus filhos, o presidente também repetiu aos apoiadores que não existe corrupção em seu governo. "Você não vê corrupção há dois anos e oito meses. Custa caro para mim. Quem perdeu me persegue, e não só a mim, persegue a família também", disse.

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