Se cair veto do absorvente, saúde e educação perdem recurso, diz Bolsonaro

Foto: Reprodução

 O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) comentou neste domingo (10/10) a possibilidade de derrubada do veto à distribuição de absorventes pelo Sistema Único de Saúde (SUS). O mandatário afirmou que, se o veto aplicado por ele for rejeitado, tornando necessária a aplicação da lei, os recursos terão que sair da saúde ou da educação.

“Faltam meios até para o ‘auxílio-modess’, né? Se eu pudesse, eu assinaria, sancionaria. Não posso fazer demagogia no tocante a isso. Lamento quem tem dificuldade para comprar isso. Se o Congresso derrubar o veto, a gente vai tirar da saúde ou da educação. De um dos dois vai tirar e vai ser bem mais de R$ 100 milhões”, disse Bolsonaro em entrevista à imprensa em Guarujá, onde passa o feriado prolongado.

“Espero que não falem que estou tirando da saúde ou da educação. Eu estou tirando para o ‘auxílio-modess’ ali, vamos assim dizer. Até porque, realmente, entendo a situação de dificuldade de muitas crianças e mulheres que vivem na linha da pobreza”, prosseguiu.

No veto, o chefe do Executivo federal alegou que o projeto de lei aprovado pelo Congresso contrariava o interesse público, “uma vez que não há compatibilidade com a autonomia das redes e estabelecimentos de ensino. Ademais, não indica a fonte de custeio ou medida compensatória”.

O presidente do Senado e do Congresso Nacional, senador Rodrigo Pacheco (DEM-MG) afirmou na última sexta-feira (8/10) que o veto à distribuição de absorventes pelo SUS tem grandes chances de ser revertido.

“O Congresso está pronto para contribuir com o governo nas soluções de cunho fiscal, mas considero desde já que esse veto é candidatíssimo a ser derrubado”, afirmou Pacheco, em seu perfil no Twitter.

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