Menina de 8 anos morre de Covid-19 e mãe implora por 'vacina para crianças'

Foto: Arquivo Pessoal

 A vendedora Valkíria Alice dos Santos, contou que a família, que já estava imunizada, torcia para que a liberação da vacina para crianças acontecesse logo, quando a filha Ana Luísa dos Santos Oliveira, de oito anos, morreu por complicações da Covid-19, no Distrito de Vicente de Carvalho, em Guarujá, no litoral de São Paulo.

“Eu creio que, se ela tivesse tomado, poderia ter pego, mas não desse jeito. Seria fraco, e não tão agressivo do jeito que foi. Tem que liberar essas vacinas para as crianças”, afirma.

A família suspeita que ela tenha contraído o vírus em uma das idas à escola. “Aqui em casa não foi. Creio que foi no colégio, após liberarem o retorno de 100% [da capacidade]. Às vezes, as crianças não têm sintomas”.

Conforme Valkíria, a filha não teve sintomas de resfriado e estava com a boca inchada, mas por causa de um dente que estava mole e caiu. “Ela não queria comer, teve febre, levei ela no médico, na pediatria infantil do São João, e ele falou que era dengue. Fizemos todos os cuidados, repouso, mas até aí, crente que era dengue. Ela ficou com uma tosse muito estranha, levei ela no médico, que falou que poderia ser suspeita de Covid-19″.

A menina ficou internada de 11 de novembro a 12 de dezembro, quando morreu. “Quando tirou o raio-X, viram que os pulmões dela estavam muito congestionados. Ela foi andando normal, mas a saturação dela estava muito baixa, e colocaram a gente em isolamento. Fiquei com ela junto na Unidade de Terapia Intensiva [UTI] do Hospital Guilherme Álvaro, intubaram ela, tentaram de tudo, foi um mês de muita oração, muita fé, mas Deus recolheu ela”, conta.

A reportagem entrou em contato com a administração municipal para um posicionamento sobre o primeiro diagnóstico de dengue, mas não obteve retorno até a última atualização.

*Com informações do G1

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