Lula 'flexibiliza' discurso e defende posse de armas limitada: "Uma ou duas"

 Ex-presidente ainda comparou o presidente Jair Bolsonaro (PL) com o ex-presidente venezuelano Hugo Chávez, morto em março de 2013.

Foto: Domingo Júnior/VN

Líder das pesquisas de intenção de voto para a presidência da República, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) 'flexibilizou' sua posição sobre a posse de armas de fogo, principal bandeira do presidente Jair Bolsonaro (PL), e disse ser a favor do porte limitado para os donos de fazendas. 

Em entrevista ao Canal Rural, na última quarta-feira (21), o petista afirmou que o seu pai, morto em 1978, possuía uma arma em casa, mas ponderou que a quantidade precisa ser controlada e utilizada apenas para a defesa. O ex-presidente aproveitou para comparar Bolsonaro com o ex-líder venezuelano Hugo Chávez, de quem foi um dos principais aliados nos seus dois mandatos no Planalto. Segundo Lula, o discurso dos dois políticos sobre uma "liberação alucinada" das armas não interesse ao povo. 

“O meu pai, Aristides, que morreu em 1978, que era caçador no Guarujá, ele tinha arma em casa. Ninguém vai proibir que o dono de uma fazenda tenha uma arma, duas armas. Agora, se ele tiver 20, já não é mais arma para defesa. Se tiver 30, pior ainda. Você percebe? É apenas bom senso", disse Lula, que continuou. 

“Essa liberação alucinada de armas para favorecer quem? O que o Bolsonaro e o filho dele dizem? É o mesmo discurso que Chávez fazia. O povo não precisa de arma, precisa de trabalho, de salário, de educação. A gente vai discutir porque é preciso ter um controle. Você não pode deixar a sociedade armada do jeito que está", finalizou o petista.

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