PCC mata mulher que se recusou a beijar traficante em SP, diz polícia

Um dos criminosos confessou que ela foi executada em um "tribunal do crime".

Foto: Reprodução/Redes Sociais

Uma jovem de 26 anos foi executada depois de ter negado um beijo a um traficante de drogas em um baile funk, na capital paulista. Segundo a polícia, um dos envolvidos confessou que ela foi morta pelo chamado "tribunal do crime", comandado por uma facção criminosa.

Karina Bezerra era formada em radiologia. Ela sumiu há 20 dias, mas a polícia não tem dúvida: a jovem foi assassinada pelo chamado tribunal do crime da facção Primeiro Comando da Capital (PCC).

O drama começou no dia 14 de agosto, quando a jovem se recusou a beijar um traficante do PCC, conhecido como "Xenon", em um baile funk, em frente a uma adega, no Itaim Paulista, zona leste da capital paulista.

A rejeição fez Xenon mandar sequestrar e levar Karina para um cativeiro para que ela fosse julgada. Testemunhas avisaram a polícia, que libertou a jovem e prendeu 9 suspeitos.

Assustada, Karina pediu ajuda a um amigo em Taboão da Serra, na Grande São Paulo, mas ele entregou a jovem, uma segunda vez, para o tribunal do crime.

Integrantes do PCC trocaram mensagens em redes sociais e falaram sobre o novo julgamento de Karina. "A menina lá, certo mano, que tava na mão dos parceiros, que foi em cana, tá lá, no Taboão da Serra", diz uma das mensagens [veja a reportagem aqui].

Na quinta-feira (15), policiais prenderam este Brendon Macedo Soares, de 27 anos, que confessou ter participado do julgamento e disse que deu um sumiço no carro da jovem. O corpo foi levado por um comparsa. Na casa de Brendon foram apreendidas drogas e uma arma. Outras duas pessoas também foram presas.

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