Audiência Pública em Serrinha discute sobre a revitalização do açude do Gravatá

 Foram apresentadas ações e medidas no intuito de minimizar os impactos ambientais no local.

Foto: Arquivo/PAP

Foi realizada na manhã desta quarta-feira, 14, na Câmara de Vereadores de Serrinha uma audiência pública na qual tratou sobre a revitalização do açude do Gravatá, importante ponto hídrico de Serrinha.

Estiveram presentes na audiência alguns vereadores, representantes do Conselho do Meio Ambiente, o secretário do meio ambiente, Diego Tomaz, além da sociedade civil.


Durante a audiência pública foram apresentados dados atualizados, impactos sócioambientais com propostas de ajustes, as atuais condições da água do açude, se está ou não apta para consumo, sendo constatado e mostrado que a mesma não serve para consumo, o que pode provocar doenças naqueles que façam uso.


Souza, representante da comunidade Açude do Gravatá, afirmou que o açude do Gravatá é uma fonte de renda para muitas pessoas - "Para sobrevivermos ali somos guerreiros. Hoje esses condomínios que estão sendo feitos será que vêm com redes de esgotos ou estão ali próximos e vão descartar em nosso açude? A Embasa faz descaso. Nós estamos aqui representando aquela comunidade, mas representamos também a cidade porque com a falta de empregos, de recursos para sobrevivência, manutenção das famílias, daquele açude sai a pesca que vai para as mesas, e dessa forma já é uma denúncia, mas será que estão fazendo para malefícios da comunidade? Não! É para sobrevivência, alimentação dos seus filhos".


Antônio Pereira Lima, que representou o Comitê Açude do Gravatá, afirmou que há anos existe a luta para conseguir a revitalização do açude. "É uma luta incansável. Desde 2000 que estamos travando essa luta. Lamentavelmente ainda convivemos com situações que são inviabilizadas perante aos poderes públicos".


Foi pedido que medidas estruturantes, educacionais e políicas sejam efetivadas de forma a minimizar os impactos ambientais negativos e garantir sua potencialidade local, além de se realizar ações que mostrem aos serrinhenses a importância do açude, e a recomposição de matas ciliare ao seu redor.


"O açude do Gravatá é um importante ponto hídrico que sofre com a falta de planejamento sanitário eficaz do município e sendo o saneamento também o elemento primordial para a promoção da qualidade de vida do município", disse Stefane Oliveira de Santana, estudante do Cetep e representante da Comissão de Meio Ambiente e Qualidade de Vida


O açude do Gravatá compõe uma rede hídrica integrada onde liga diversos outras bacias. Possui 642,11 metros de comprimento.


O secretário de Meio Ambiente, Diego Tomaz, afirma que as secretarias precisam realizar ações conjuntas e apresentou o que pode ser feito para minimizar os impactos. "Não adianta o Meio Ambiente tentar fazer as coisas acontecerem porque todas as secretarias precisam ser envolvidas com a comunidade, a Educação, Saúde, Ação Social e Infraestrutura, porque cada uma é um pilar para junto com a comunidade fazer com que as açõe saiam do papel, e como proosta de ação temos as ações de Educação Ambiental nas escolas e com as associações de moradores, a finalização do Plano Municipal dos Resíduos Solídos, recuperação de área degradada e atualização do Plano Diretor Urbano".


Outro ponto importante e comentado foi sobre a modificação da rede de esgotamento sanitário do Hospital Municipal e algumas residências onde os dejetos são lançados no açude do Gravatá, que foi uma das soluções apresentadas afim de minimizar os impactos ambientais no local. *Matéria publicada originalmente no site Info Serrinha.

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