Aliados contrariam Lula e defendem CPI no Senado para investigar atos de vandalismos; veja vídeo

 Grupo de senadores da base petista reconhece que Planalto pode perder o controle da CPI, mas ressalta que Legislativo precisa investigar invasões às sedes dos Poderes.

Foto: Ricardo Stuckert

Apesar de o presidente Lula (PT) já ter afirmado não concordar com a abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para apurar os atos de vandalismos de 8 de janeiro, em Brasília, os aliados seguem mobilizados para instalar a CPI.

Extremistas bolsonaristas quebraram vidraças da chapelaria do Congresso e invadiram a Câmara dos Deputados. Eles tomaram conta do Salão Verde e dos anexos do prédio. Além disso, o grupo também invadiu o Palácio do Planalto e o Supremo Tribunal Federal (STF). Diversas imagens foram compartilhadas nas redes sociais.

Em entrevista à Globo News,  Lula disse que a criação de uma CPI poderia criar "um tumulto" e que "não vai ajudar" a chegar aos responsáveis pelos atos do dia 8 de janeiro. Por isso, ele se mostrou contrário à ideia.

De acordo com o Globo, na contramão do presidente, senadores de partidos aliados mantêm a defesa de uma investigação própria sob o argumento que o Legislativo, a exemplo do Executivo e do Judiciário, também foi vítima das invasões promovidas por apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro.

O número de pessoas presas preventivamente por participarem dos atos de vandalismos subiu para 740. O ministro do STF, Alexandre de Moraes, analisou na quinta-feira (19) a situação de mais 501 pessoas presas em flagrante após o ato que resultou na destruição das sedes dos Três Poderes.

Na nova lista, 386 tiveram o flagrante convertido em prisão preventiva e outras 115 foram liberadas sob medidas cautelares.

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